
A reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) traduziu-se na movimentação de mil milhões de euros e na supressão de 60 metas e marcos. “Isso aumenta a capacidade de cumprimento, mas a alteração não é assética, tem implicações”, alerta o presidente da Comissão de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no Parlamento. Pedro Dominguinhos sublinha que as respostas sociais e as camas de cuidados continuados vão ficar aquém do planeado.
“Na área social houve uma redução de ambição, menos capacidade de resiliência e capacidade de resposta social. Menos capacidade de resposta face ao planeado, mas há mais resposta do que tínhamos”, disse Pedro Dominguinhos na comissão de Economia, sublinhando a importância de encontrar instrumentos financeiros para financiar estas respostas. “A redução na questão social é factual”, frisa. “Estavam previstos 42 mil lugares e agora 28 mil”, precisou.
Já ao nível das “empresas houve um aumento das respostas”, nomeadamente através da transferência de 915 milhões de euros para o Banco de Fomento para financiar investimento que poderão ser executados até 2028. Por isso, o presidente da CNA sublinhou a necessidade de existir um acompanhamento desses investimentos, já que o mandato da Comissão termina antes desse prazo. Dominguinhos fez questão de sublinhar que as agendas mobilizadoras estão a mudar o perfil da economia nacional e deu como exemplo a Telever, o último unicórnio português, que até foi citado pelo Financial Times.
“A esmagadora maioria dos investimentos que a CNA tinha avaliado como críticos ou preocupantes, foi retirada do PRR, reduzida a sua ambição, ou as metas e marcos passaram a ser de cariz financeiros. Ou seja, um montante determinado, isso aumenta a capacidade de cumprimento, mas a alteração não é assética, tem implicações”, sublinhou o responsável.
Pedro Dominguinhos revelou aos deputados que teve uma reunião a 12 de janeiro com o ministro da Economia, a pedido do mesmo, a quem entregou um documento com o ponto de situação do PRR no terreno e com a lista dos investimentos que do seu ponto de vista merecem atenção. O presidente da CNA revela que apelou ao acelerar dos investimentos, mas também da devolução do IVA, sendo que “há obras paradas à espera dessa devolução”, e ao nível das florestas a situação é “particularmente sensível” porque demoraram 2,5 anos a decidir os cursos e só desde março de 2025 se iniciou a execução. Dominguinhos receia que não haja tempo suficiente para executar a totalidade das verbas e que se fique apenas a 60%.
(Notícia em atualização)

A reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) traduziu-se na movimentação de mil milhões de euros e na supressão de 60 metas e marcos. “Isso aumenta a capacidade de cumprimento, mas a alteração não é assética, tem implicações”, alerta o presidente da Comissão de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no Parlamento. Pedro Dominguinhos sublinha que as respostas sociais e as camas de cuidados continuados vão ficar aquém do planeado.
“Na área social houve uma redução de ambição, menos capacidade de resiliência e capacidade de resposta social. Menos capacidade de resposta face ao planeado, mas há mais resposta do que tínhamos”, disse Pedro Dominguinhos na comissão de Economia, sublinhando a importância de encontrar instrumentos financeiros para financiar estas respostas. “A redução na questão social é factual”, frisa. “Estavam previstos 42 mil lugares e agora 28 mil”, precisou.
Já ao nível das “empresas houve um aumento das respostas”, nomeadamente através da transferência de 915 milhões de euros para o Banco de Fomento para financiar investimento que poderão ser executados até 2028. Por isso, o presidente da CNA sublinhou a necessidade de existir um acompanhamento desses investimentos, já que o mandato da Comissão termina antes desse prazo. Dominguinhos fez questão de sublinhar que as agendas mobilizadoras estão a mudar o perfil da economia nacional e deu como exemplo a Telever, o último unicórnio português, que até foi citado pelo Financial Times.
“A esmagadora maioria dos investimentos que a CNA tinha avaliado como críticos ou preocupantes, foi retirada do PRR, reduzida a sua ambição, ou as metas e marcos passaram a ser de cariz financeiros. Ou seja, um montante determinado, isso aumenta a capacidade de cumprimento, mas a alteração não é assética, tem implicações”, sublinhou o responsável.
Pedro Dominguinhos revelou aos deputados que teve uma reunião a 12 de janeiro com o ministro da Economia, a pedido do mesmo, a quem entregou um documento com o ponto de situação do PRR no terreno e com a lista dos investimentos que do seu ponto de vista merecem atenção. O presidente da CNA revela que apelou ao acelerar dos investimentos, mas também da devolução do IVA, sendo que “há obras paradas à espera dessa devolução”, e ao nível das florestas a situação é “particularmente sensível” porque demoraram 2,5 anos a decidir os cursos e só desde março de 2025 se iniciou a execução. Dominguinhos receia que não haja tempo suficiente para executar a totalidade das verbas e que se fique apenas a 60%.
(Notícia em atualização)
source https://eco.sapo.pt/2026/01/28/reprogramacao-do-prr-nao-e-assetica-tem-implicacoes-dominguinhos-alerta-para-reducao-de-ambicao-na-area-social/











