
Os projetos de reindustrialização, defesa e segurança ou inteligência artificial que receberam luz verde para obter financiamento das três linhas criadas no âmbito do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), gerido pelo Banco de Fomento, ainda vão ter de esperar para receber o apoio. Os bancos só vão poder submeter as propostas de financiamento a partir de 20 de abril.
“Já temos protocolo, já estamos a aprovar as operações internamente e agora aguardamos só que, informaticamente, o portal da banca permita os bancos submeterem as propostas de financiamento para enquadramento do BPF”, contou ao ECO uma fonte da banca. Ora, “a data de abertura do Portal da Banca para o IFIC será a 20 de abril”, confirmou ao ECO fonte oficial da instituição liderada por Gonçalo Regalado.
Estas linhas, lançadas no final de setembro do ano passado, tiveram uma procura significativa. A 21 de novembro, data em que encerraram os concursos, foram recebidas “5.216 candidaturas, representando um investimento de 3,2 mil milhões a nível nacional, incluindo regiões autónomas”, avançou Manuel Castro Almeira, numa intervenção no Fórum Banca 2026.
O ministro da Economia explicou que estes 3,2 mil milhões de investimento beneficiarão de apoio de fundos europeus não reembolsáveis, no montante de 973 milhões de euros. “Até ao final do corrente mês de março, este processo ficará concluído”, assegurou, apontando que foram colocados em concurso 300 milhões, mas, “face à procura e à qualidade dos projetos”, vão apoiar com 973 milhões os investimentos das empresas.
A análise das candidaturas foi feita em tempo recorde face a outros concursos do sistema de incentivos, mas na sequência do comboio de tempestades que se abateu sobre o país estes apoios foram relegados para segundo plano. A prioridade foi dada à criação de uma linha adicional, no âmbito deste instrumento com 150 milhões de euros, destinada apenas às empresas localizadas onde foi declarado o estado de calamidade. O concurso encerrou a 31 de março e registou uma forte adesão, com 628 candidaturas submetidas, de acordo com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
Os bancos receberam o primeiro draft do protocolo da linha no final do ano passado, mas as condições finais só foram recebidas em meados de março, como o ECO avançou. Os dois elementos que estavam em falta eram o valor dos spreads a cobrar e das comissões de garantia. O spread e as comissões de garantia variam com a dimensão da empresa, o seu grau de risco e o prazo da operação.
Assim, por exemplo, uma PME poderá pagar um spread de 0,82% caso o crédito seja concedido por um ano e o seu nível de risco ser o menor da escala de rating do Banco de Fomento e 1,53% se apresentar um risco muito elevado e a operação se estender por dez anos. Mas agora há mais um compasso de espera, já que os bancos só a 20 de abril vão poder submeter as propostas de financiamento para enquadramento do BPF, ou seja, cinco meses depois do encerramento das candidaturas.
Recorde-se que este instrumento é financiado com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), por isso os investimentos têm obrigatoriamente de iniciar-se até 30 junho, ainda que tenham depois 24 meses para serem executados.

Os projetos de reindustrialização, defesa e segurança ou inteligência artificial que receberam luz verde para obter financiamento das três linhas criadas no âmbito do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), gerido pelo Banco de Fomento, ainda vão ter de esperar para receber o apoio. Os bancos só vão poder submeter as propostas de financiamento a partir de 20 de abril.
“Já temos protocolo, já estamos a aprovar as operações internamente e agora aguardamos só que, informaticamente, o portal da banca permita os bancos submeterem as propostas de financiamento para enquadramento do BPF”, contou ao ECO uma fonte da banca. Ora, “a data de abertura do Portal da Banca para o IFIC será a 20 de abril”, confirmou ao ECO fonte oficial da instituição liderada por Gonçalo Regalado.
Estas linhas, lançadas no final de setembro do ano passado, tiveram uma procura significativa. A 21 de novembro, data em que encerraram os concursos, foram recebidas “5.216 candidaturas, representando um investimento de 3,2 mil milhões a nível nacional, incluindo regiões autónomas”, avançou Manuel Castro Almeira, numa intervenção no Fórum Banca 2026.
O ministro da Economia explicou que estes 3,2 mil milhões de investimento beneficiarão de apoio de fundos europeus não reembolsáveis, no montante de 973 milhões de euros. “Até ao final do corrente mês de março, este processo ficará concluído”, assegurou, apontando que foram colocados em concurso 300 milhões, mas, “face à procura e à qualidade dos projetos”, vão apoiar com 973 milhões os investimentos das empresas.
A análise das candidaturas foi feita em tempo recorde face a outros concursos do sistema de incentivos, mas na sequência do comboio de tempestades que se abateu sobre o país estes apoios foram relegados para segundo plano. A prioridade foi dada à criação de uma linha adicional, no âmbito deste instrumento com 150 milhões de euros, destinada apenas às empresas localizadas onde foi declarado o estado de calamidade. O concurso encerrou a 31 de março e registou uma forte adesão, com 628 candidaturas submetidas, de acordo com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
Os bancos receberam o primeiro draft do protocolo da linha no final do ano passado, mas as condições finais só foram recebidas em meados de março, como o ECO avançou. Os dois elementos que estavam em falta eram o valor dos spreads a cobrar e das comissões de garantia. O spread e as comissões de garantia variam com a dimensão da empresa, o seu grau de risco e o prazo da operação.
Assim, por exemplo, uma PME poderá pagar um spread de 0,82% caso o crédito seja concedido por um ano e o seu nível de risco ser o menor da escala de rating do Banco de Fomento e 1,53% se apresentar um risco muito elevado e a operação se estender por dez anos. Mas agora há mais um compasso de espera, já que os bancos só a 20 de abril vão poder submeter as propostas de financiamento para enquadramento do BPF, ou seja, cinco meses depois do encerramento das candidaturas.
Recorde-se que este instrumento é financiado com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), por isso os investimentos têm obrigatoriamente de iniciar-se até 30 junho, ainda que tenham depois 24 meses para serem executados.
source https://eco.sapo.pt/2026/04/07/apoios-das-linhas-do-banco-de-fomento-para-industria-defesa-e-ia-so-depois-de-20-de-abril/











