Vice-presidente europeu aponta plano de drenagem de Lisboa como exemplo do uso de fundos


O vice-presidente da Comissão Europeia para a Coesão Territorial e Reformas, Raffaele Fitto, considerou esta quarta-feira que o Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) é um exemplo claro de como é possível usar “muito bem” os recursos europeus.

Numa visita à obra do túnel Monsanto – Santa Apolónia, no estaleiro de Campolide, acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e pelos ministros do Ambiente e Energia e da Economia e da Coesão Territorial, Graça Carvalho e Castro Almeida, respetivamente, Raffaele Fitto começou por salientar “a boa cooperação” no projeto que estão a fazer.

Visita à obra dos túneis do Plano Geral de Drenagem de LisboaHugo Amaral/ECO

“É muito importante para mim visitar estes projetos, porque é uma ocasião importante também para mostrar o importante papel da política de coesão neste momento crucial. Estes projetos mostram claramente a importância”, disse. Segundo o responsável, o objetivo do seu gabinete é dar “mais flexibilidade e simplificação no uso destes recursos”.

O PGDL, sublinhou, é “um exemplo” de política de coesão, “fundamental para reduzir as disparidades”.

“Com este tipo de projeto, com esta infraestrutura realizada, é muito importante para Lisboa e para Portugal. Acho que estamos a dar a correta mensagem para o uso dos recursos da política de coesão”, afirmou Raffaele Fitto.

O vice-presidente da comissão europeia frisou o “momento crucial” que se vive atualmente para o futuro da política de coesão, considerando a necessidade de “modernizar a política e adaptá-la para as novas prioridades, como é o exemplo da água”, uma área “fundamental e uma prioridade”.

“Estes projetos são um exemplo muito forte e positivo que queremos ver, e temos que continuar nessa direção”, salientou.

A ministra do Ambiente e da Energia sublinhou que o PGDL é uma obra que faz parte da “resiliência climática” e é cofinanciada pelo Programa Sustentável 2030, lembrando que foi necessária a reprogramação dos fundos europeus, com a abertura de uma nova prioridade para a “resiliência em cheias”.

“Aumentámos o financiamento da água. Estamos a fazer obras de resiliência em praticamente todo o país, no litoral, nos diques”, acrescentou. O PGDL custa cerca de 250 milhões de euros e Graça Carvalho lembrou que a parte da União Europeia “não cobre todas as despesas”. “São cerca de 99 milhões e estamos a financiar 50 milhões”, especificou.

“São obras muito caras e uma das minhas mensagens para o senhor vice-presidente da Comissão é que no próximo quadro comunitário, e ele concorda, uma das prioridades é que tudo o que é relacionado com a água, com a resiliência – porque para Portugal isso é muito importante – [faça] parte da coesão. O sustentável é um dos principais programas do Fundo de Coesão”, frisou a ministra do Ambiente.

O primeiro túnel do PGDL, que liga Campolide a Santa Apolónia, começou a ser construído em dezembro de 2023 e ficou concluído em 22 de julho do ano passado. Anteriormente, já contando com atrasos, previa-se que o segundo túnel estivesse concluído do final do ano de 2026. O calendário inicial do plano estimava o fim da sua concretização, na totalidade, em fevereiro de 2025.

Visita à obra dos túneis do Plano Geral de Drenagem de LisboaHugo Amaral/ECO

Com um investimento total de cerca de 250 milhões de euros, o PGDL – primeiro anunciado em 2006, mas que só avançou em 2015, com Fernando Medina (PS) na presidência do município – é considerado uma obra importante para enfrentar cheias e inundações na capital, mas as grandes intervenções, nomeadamente a construção de túneis, só arrancaram em 2023, sob a presidência autárquica de Carlos Moedas (PSD).

Os dois túneis vão captar a água recolhida em dois pontos altos (Monsanto e Chelas), bem como em pontos adicionais de captação ao longo do seu percurso – Avenida da Liberdade, Rua de Santa Marta e Avenida Almirante Reis –, conduzindo o volume de água até ao meio recetor, o rio Tejo (em Santa Apolónia e no Beato), segundo informação no site do PGDL.


O vice-presidente da Comissão Europeia para a Coesão Territorial e Reformas, Raffaele Fitto, considerou esta quarta-feira que o Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) é um exemplo claro de como é possível usar “muito bem” os recursos europeus.

Numa visita à obra do túnel Monsanto – Santa Apolónia, no estaleiro de Campolide, acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e pelos ministros do Ambiente e Energia e da Economia e da Coesão Territorial, Graça Carvalho e Castro Almeida, respetivamente, Raffaele Fitto começou por salientar “a boa cooperação” no projeto que estão a fazer.

Visita à obra dos túneis do Plano Geral de Drenagem de LisboaHugo Amaral/ECO

“É muito importante para mim visitar estes projetos, porque é uma ocasião importante também para mostrar o importante papel da política de coesão neste momento crucial. Estes projetos mostram claramente a importância”, disse. Segundo o responsável, o objetivo do seu gabinete é dar “mais flexibilidade e simplificação no uso destes recursos”.

O PGDL, sublinhou, é “um exemplo” de política de coesão, “fundamental para reduzir as disparidades”.

“Com este tipo de projeto, com esta infraestrutura realizada, é muito importante para Lisboa e para Portugal. Acho que estamos a dar a correta mensagem para o uso dos recursos da política de coesão”, afirmou Raffaele Fitto.

O vice-presidente da comissão europeia frisou o “momento crucial” que se vive atualmente para o futuro da política de coesão, considerando a necessidade de “modernizar a política e adaptá-la para as novas prioridades, como é o exemplo da água”, uma área “fundamental e uma prioridade”.

“Estes projetos são um exemplo muito forte e positivo que queremos ver, e temos que continuar nessa direção”, salientou.

A ministra do Ambiente e da Energia sublinhou que o PGDL é uma obra que faz parte da “resiliência climática” e é cofinanciada pelo Programa Sustentável 2030, lembrando que foi necessária a reprogramação dos fundos europeus, com a abertura de uma nova prioridade para a “resiliência em cheias”.

“Aumentámos o financiamento da água. Estamos a fazer obras de resiliência em praticamente todo o país, no litoral, nos diques”, acrescentou. O PGDL custa cerca de 250 milhões de euros e Graça Carvalho lembrou que a parte da União Europeia “não cobre todas as despesas”. “São cerca de 99 milhões e estamos a financiar 50 milhões”, especificou.

“São obras muito caras e uma das minhas mensagens para o senhor vice-presidente da Comissão é que no próximo quadro comunitário, e ele concorda, uma das prioridades é que tudo o que é relacionado com a água, com a resiliência – porque para Portugal isso é muito importante – [faça] parte da coesão. O sustentável é um dos principais programas do Fundo de Coesão”, frisou a ministra do Ambiente.

O primeiro túnel do PGDL, que liga Campolide a Santa Apolónia, começou a ser construído em dezembro de 2023 e ficou concluído em 22 de julho do ano passado. Anteriormente, já contando com atrasos, previa-se que o segundo túnel estivesse concluído do final do ano de 2026. O calendário inicial do plano estimava o fim da sua concretização, na totalidade, em fevereiro de 2025.

Visita à obra dos túneis do Plano Geral de Drenagem de LisboaHugo Amaral/ECO

Com um investimento total de cerca de 250 milhões de euros, o PGDL – primeiro anunciado em 2006, mas que só avançou em 2015, com Fernando Medina (PS) na presidência do município – é considerado uma obra importante para enfrentar cheias e inundações na capital, mas as grandes intervenções, nomeadamente a construção de túneis, só arrancaram em 2023, sob a presidência autárquica de Carlos Moedas (PSD).

Os dois túneis vão captar a água recolhida em dois pontos altos (Monsanto e Chelas), bem como em pontos adicionais de captação ao longo do seu percurso – Avenida da Liberdade, Rua de Santa Marta e Avenida Almirante Reis –, conduzindo o volume de água até ao meio recetor, o rio Tejo (em Santa Apolónia e no Beato), segundo informação no site do PGDL.



source https://eco.sapo.pt/2026/04/08/vice-presidente-europeu-aponta-plano-de-drenagem-de-lisboa-como-exemplo-do-uso-de-fundos/