Dica ECO dos Fundos: Novos apoios para a inovação produtiva


O novo concurso para apoiar a inovação produtiva abriu no passado dia 15 de junho, um ano e um mês depois de ter sido inscrito no plano de avisos do Portugal 2030, pela primeira vez. Até 30 de setembro as PME podem candidatar-se a 182,5 milhões de euros, com taxas de comparticipação que podem ir até aos 60% em territórios de baixa densidade.

“Este concurso vem muito em linha com aquilo que já era habitual no Inovação Produtiva: apoiar o investimento em equipamento produtivo, em novos estabelecimentos, em transformação do equipamento produtivo, mas sempre com a mesma matriz, base de diferenciação e discriminação dos projetos”, explica Bernardo Maciel CEO da Yunit, na Dica do ECO dos Fundos, o podcast quinzenal do ECO sobre fundos europeus.

“Ou seja, privilegia o aumento da intensidade exportadora, a inovação dos projetos para empresas existentes ou para novas empresas, discriminando também positivamente aquelas que têm critérios de transformação digital, que têm transição climática e também aquilo que são micros e pequenas empresas, como as gerações, sobretudo em territórios de baixa densidade”, acrescenta o responsável.

Além da demora em ver a luz do dia — o concurso foi anunciado pela primeira vez em maio de 2025 –, houve uma uma gigantesca redução da dotação, porque inicialmente estava previsto que o concurso teria 254 milhões de euros e ficou com quase cerca de metade, 182,5 milhões. “Não é muito fácil de perceber” esta opção, diz Bernardo Maciel. “Não consigo perceber o critério, por duas razões. Primeiro, quando se esperava até um aumento da dotação.”

Foi aberto um registo de pedido de auxílio a 30 de julho de 2025, que permitiu às empresas manifestarem o seu interesse em candidatar-se, tornando elegíveis as despesas relativas a esse investimento desde esse momento. Isto “permitia medir algum stock de projetos a candidatar, a somar ao volume que normalmente aparece quando os concursos são abertos, sobretudo porque nos estamos a aproximar do final do Portugal 2030 e o período de tempo que decorreu sem haver um concurso específico permitia antecipar que a dotação seria maior”, afirma Bernardo Maciel.

Da dotação global de 182,5 milhões de euros do concurso, 100 milhões são geridos pelo Compete 2030 e o restante pelos programas regionais Norte 2030, Centro 2030, Lisboa 2030, Alentejo 2030 e Algarve 2030. “Os 182 milhões distribuídos pelas regiões faz com que, em algumas, o valor seja relativamente pequeno. De facto não é muito entendível, quando esperávamos de facto que fosse exatamente o contrário, mais dotação para se poder aproveitar os melhores projetos que ficarão de fora por um critério mais apertado, não em diferenciação e não em inovação, mas um em dotação. Entendemos que deveria ser exatamente o contrário”, conclui Bernardo Maciel.


O novo concurso para apoiar a inovação produtiva abriu no passado dia 15 de junho, um ano e um mês depois de ter sido inscrito no plano de avisos do Portugal 2030, pela primeira vez. Até 30 de setembro as PME podem candidatar-se a 182,5 milhões de euros, com taxas de comparticipação que podem ir até aos 60% em territórios de baixa densidade.

“Este concurso vem muito em linha com aquilo que já era habitual no Inovação Produtiva: apoiar o investimento em equipamento produtivo, em novos estabelecimentos, em transformação do equipamento produtivo, mas sempre com a mesma matriz, base de diferenciação e discriminação dos projetos”, explica Bernardo Maciel CEO da Yunit, na Dica do ECO dos Fundos, o podcast quinzenal do ECO sobre fundos europeus.

“Ou seja, privilegia o aumento da intensidade exportadora, a inovação dos projetos para empresas existentes ou para novas empresas, discriminando também positivamente aquelas que têm critérios de transformação digital, que têm transição climática e também aquilo que são micros e pequenas empresas, como as gerações, sobretudo em territórios de baixa densidade”, acrescenta o responsável.

Além da demora em ver a luz do dia — o concurso foi anunciado pela primeira vez em maio de 2025 –, houve uma uma gigantesca redução da dotação, porque inicialmente estava previsto que o concurso teria 254 milhões de euros e ficou com quase cerca de metade, 182,5 milhões. “Não é muito fácil de perceber” esta opção, diz Bernardo Maciel. “Não consigo perceber o critério, por duas razões. Primeiro, quando se esperava até um aumento da dotação.”

Foi aberto um registo de pedido de auxílio a 30 de julho de 2025, que permitiu às empresas manifestarem o seu interesse em candidatar-se, tornando elegíveis as despesas relativas a esse investimento desde esse momento. Isto “permitia medir algum stock de projetos a candidatar, a somar ao volume que normalmente aparece quando os concursos são abertos, sobretudo porque nos estamos a aproximar do final do Portugal 2030 e o período de tempo que decorreu sem haver um concurso específico permitia antecipar que a dotação seria maior”, afirma Bernardo Maciel.

Da dotação global de 182,5 milhões de euros do concurso, 100 milhões são geridos pelo Compete 2030 e o restante pelos programas regionais Norte 2030, Centro 2030, Lisboa 2030, Alentejo 2030 e Algarve 2030. “Os 182 milhões distribuídos pelas regiões faz com que, em algumas, o valor seja relativamente pequeno. De facto não é muito entendível, quando esperávamos de facto que fosse exatamente o contrário, mais dotação para se poder aproveitar os melhores projetos que ficarão de fora por um critério mais apertado, não em diferenciação e não em inovação, mas um em dotação. Entendemos que deveria ser exatamente o contrário”, conclui Bernardo Maciel.



source https://eco.sapo.pt/2026/07/12/dica-eco-dos-fundos-novos-apoios-para-a-inovacao-produtiva/