
Com o nono pedido de pagamento já entregue e aprovado pela Comissão Europeia, Portugal prevê apresentar o décimo e último pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no outono, adiantou o ministro da Economia e Coesão Territorial, numa audição parlamentar. Sobre a recente revisão em baixa dos dados do PIB per capita, Manuel Castro Almeida admite que a revisão, fruto do “acréscimo substantivo” da população, deverá ficar “na ordem dos 80%” face à média europeia.
“O PRR, que em março 2024 tinha cumpridos 102 marcos e metas, com o primeiro e segundo pedidos de pagamento”, tem atualmente o nono pedido de pagamento apresentado e aprovado e o “décimo será apresentado neste outono. Estamos a fazer tudo o possível para garantir execução completa das subvenções de que Portugal beneficia” ao abrigo do PRR, afiançou Castro Almeida, a falar, esta quarta-feira, perante os deputados da comissão de Economia e Coesão Territorial no Parlamento.
O ministro da Economia reforçou que o Executivo está a trabalhar “intensamente” para que Portugal não tenha de devolver nem um euro das subvenções a que o país tem direito, instigando as várias organizações para que se possa “chegar a 31 de agosto com missão cumprida”.
Ainda sobre os fundos europeus, o governante destacou que, apesar de o PT2030 ter começado “com grande atraso”, “neste momento, a 15 de julho de 2026, está com 21,5% de execução“. Castro Almeida disse ainda que em 2025, a regra N+3, que estipula que os fundos europeus atribuídos devem ser executados e certificados à Comissão Europeia até ao final do 3.º ano seguinte à dotação, foi cumprida, antecipando que em 2026 espera que o Executivo volte a cumprir esta regra.
O ministro deu ainda destaque ao facto de o IAPMEI, AICEP e Turismo de Portugal, ao dia de hoje, 15 de julho, não terem “nenhum processo atrasado na análise das suas candidaturas“. “Precisamos que Administração Pública tenha, perante as empresas, uma postura de respeito e consideração”, reiterando que os “processos estão totalmente dentro do prazo de 60 dias a que estão obrigados dentro dos fundos europeus“.
Revisão do PIB per capita pode baixar para 80%
Manuel Castro Almeida destacou ainda as alterações que o INE fez nos últimos dados sobre a população, com impacto no PIB per capita, lembrando que o instituto veio “introduzir um acréscimo significativo de população e uma redução do PIB per capita substancial”.
Apesar de nota que o INE ainda não mexeu no valor do produto e “não vale a pena determo-nos muito nestes novos números, enquanto não mexerem no valor do produto”, o governante notou que, “apesar disso há um valor que podemos calcular na ordem dos 80%, que há-de ser a referência para PIB per capita em relação média europeia“.
“Os números não estão ainda afinados, mas quando vierem os números finais do INE não deixarão de estar muito distantes deste valor”, acrescentou.
Sobre os números atuais do PIB, Castro Almeida sublinhou que os mais recentes dados apontam para um crescimento no 1.º trimestre de 2026 de 2,3% em PT, o que compara com crescimento de 0,3% no euro, um crescimento “substancialmente maior que na Zona Euro”.
Quanto aos salários, Castro Almeida disse ainda que, em 2025, Portugal está “no topo da lista dos países que mais aumentaram os seus salários”.

Com o nono pedido de pagamento já entregue e aprovado pela Comissão Europeia, Portugal prevê apresentar o décimo e último pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no outono, adiantou o ministro da Economia e Coesão Territorial, numa audição parlamentar. Sobre a recente revisão em baixa dos dados do PIB per capita, Manuel Castro Almeida admite que a revisão, fruto do “acréscimo substantivo” da população, deverá ficar “na ordem dos 80%” face à média europeia.
“O PRR, que em março 2024 tinha cumpridos 102 marcos e metas, com o primeiro e segundo pedidos de pagamento”, tem atualmente o nono pedido de pagamento apresentado e aprovado e o “décimo será apresentado neste outono. Estamos a fazer tudo o possível para garantir execução completa das subvenções de que Portugal beneficia” ao abrigo do PRR, afiançou Castro Almeida, a falar, esta quarta-feira, perante os deputados da comissão de Economia e Coesão Territorial no Parlamento.
O ministro da Economia reforçou que o Executivo está a trabalhar “intensamente” para que Portugal não tenha de devolver nem um euro das subvenções a que o país tem direito, instigando as várias organizações para que se possa “chegar a 31 de agosto com missão cumprida”.
Ainda sobre os fundos europeus, o governante destacou que, apesar de o PT2030 ter começado “com grande atraso”, “neste momento, a 15 de julho de 2026, está com 21,5% de execução“. Castro Almeida disse ainda que em 2025, a regra N+3, que estipula que os fundos europeus atribuídos devem ser executados e certificados à Comissão Europeia até ao final do 3.º ano seguinte à dotação, foi cumprida, antecipando que em 2026 espera que o Executivo volte a cumprir esta regra.
O ministro deu ainda destaque ao facto de o IAPMEI, AICEP e Turismo de Portugal, ao dia de hoje, 15 de julho, não terem “nenhum processo atrasado na análise das suas candidaturas“. “Precisamos que Administração Pública tenha, perante as empresas, uma postura de respeito e consideração”, reiterando que os “processos estão totalmente dentro do prazo de 60 dias a que estão obrigados dentro dos fundos europeus“.
Revisão do PIB per capita pode baixar para 80%
Manuel Castro Almeida destacou ainda as alterações que o INE fez nos últimos dados sobre a população, com impacto no PIB per capita, lembrando que o instituto veio “introduzir um acréscimo significativo de população e uma redução do PIB per capita substancial”.
Apesar de nota que o INE ainda não mexeu no valor do produto e “não vale a pena determo-nos muito nestes novos números, enquanto não mexerem no valor do produto”, o governante notou que, “apesar disso há um valor que podemos calcular na ordem dos 80%, que há-de ser a referência para PIB per capita em relação média europeia“.
“Os números não estão ainda afinados, mas quando vierem os números finais do INE não deixarão de estar muito distantes deste valor”, acrescentou.
Sobre os números atuais do PIB, Castro Almeida sublinhou que os mais recentes dados apontam para um crescimento no 1.º trimestre de 2026 de 2,3% em PT, o que compara com crescimento de 0,3% no euro, um crescimento “substancialmente maior que na Zona Euro”.
Quanto aos salários, Castro Almeida disse ainda que, em 2025, Portugal está “no topo da lista dos países que mais aumentaram os seus salários”.
source https://eco.sapo.pt/2026/07/15/portugal-preve-apresentar-o-decimo-e-ultimo-pedido-de-pagamento-do-prr-no-outono/











