
A presidente da Comissão Europeia alertou esta sexta-feira que a União Europeia precisa de garantir 66 mil milhões de euros anuais em novas receitas para 2028 a 2034, caso contrário os Estados-membros terão de aumentar contribuições ou cortar no orçamento.
“É demasiado cedo para fazer um julgamento sobre valores isolados, mas, quanto à questão sobre os recursos próprios, nós propusemos cinco novos recursos próprios diferentes e o Parlamento [Europeu] também propôs outros três novos recursos próprios. O que precisamos é, em média, cerca de 66 mil milhões por ano em novos recursos próprios” para o orçamento plurianual da UE, disse Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade irlandesa de Cork.
No dia em que o colégio de comissários da Comissão Europeia participa no evento de inauguração da presidência semestral rotativa do Conselho da UE, que será ocupada pela Irlanda até final de dezembro, a líder do executivo comunitário alertou que, caso não haja acordo entre os líderes europeus sobre novos recursos próprios, “há três opções para financiar o orçamento”.
“Uma delas é o aumento das contribuições nacionais dos Estados-membros para colmatar a diferença e a segunda é que, se não quiserem aumentar as contribuições nacionais dos Estados-membros e não houver novos recursos próprios, é necessário cortar“, avisou.
De acordo com Von der Leyen, se a UE “tivesse de cortar para compensar estes 66 mil milhões de euros por ano, isso significaria um corte de 40% na proposta” de Bruxelas.
“Isto mostra o quão importante e crucial é a necessidade de novos recursos próprios e conto com a presidência irlandesa para trabalhar nesse tema” neste semestre, concluiu.
Em causa estão as negociações do orçamento plurianual da União Europeia para 2028-2034, no qual a Comissão propõe cinco novas fontes de receita (sistema de comércio de emissões de carbono, mecanismo de ajustamento de carbono nas fronteiras, plástico não reciclado, lucros das empresas e tabaco) e o Parlamento Europeu sugere mais três (taxa sobre transações financeiras, criptoativos e contribuição digital).
Presente na ocasião, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, apontou que nenhum país manifestou até ao momento intenção de “adiar a conclusão das posições orçamentais para além de dezembro” deste ano.
“A maioria [dos países] considera que seria preferível e essencial concluí-lo [este ano], porque adiar uma decisão não reduz o desafio”, avisou, admitindo as “diferentes perspetivas sobre o orçamento”.
Na quinta-feira, em declarações à imprensa europeia em Cork, Micheál Martin avisou os países da UE que terão de fazer “cedências significativas” na negociação orçamental, quando as posições ainda estão “diametralmente opostas”.
Antes, o ministro das Finanças da Irlanda, Simon Harris, pediu ambição a Portugal nas negociações do orçamento comunitário 2028-2034, prometendo uma “proposta equilibrada” que inclua as preocupações portuguesas na coesão e agricultura e as novas prioridades.
Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um orçamento da UE para 2028-2034 de dois biliões de euros, no qual Portugal receberia 33,5 mil milhões de euros.
Entretanto, a presidência cipriota do Conselho da UE (no primeiro semestre deste ano, antes da Irlanda) apresentou uma nova proposta que reduz ligeiramente o orçamento global para 1,94 biliões de euros, mas aumenta a verba destinada a Portugal em cerca de 1,6 mil milhões de euros, elevando-a para aproximadamente 35 mil milhões.
Por sua vez, o Parlamento Europeu defende um orçamento mais ambicioso, de cerca de 2,014 biliões de euros. As negociações vão prosseguir nos próximos meses, para alcançar um acordo até ao final do ano.
Para outubro, está prevista uma proposta revista por parte da presidência irlandesa do Conselho da UE, com mais trabalho nos recursos próprios (receitas) do orçamento comunitário.

A presidente da Comissão Europeia alertou esta sexta-feira que a União Europeia precisa de garantir 66 mil milhões de euros anuais em novas receitas para 2028 a 2034, caso contrário os Estados-membros terão de aumentar contribuições ou cortar no orçamento.
“É demasiado cedo para fazer um julgamento sobre valores isolados, mas, quanto à questão sobre os recursos próprios, nós propusemos cinco novos recursos próprios diferentes e o Parlamento [Europeu] também propôs outros três novos recursos próprios. O que precisamos é, em média, cerca de 66 mil milhões por ano em novos recursos próprios” para o orçamento plurianual da UE, disse Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade irlandesa de Cork.
No dia em que o colégio de comissários da Comissão Europeia participa no evento de inauguração da presidência semestral rotativa do Conselho da UE, que será ocupada pela Irlanda até final de dezembro, a líder do executivo comunitário alertou que, caso não haja acordo entre os líderes europeus sobre novos recursos próprios, “há três opções para financiar o orçamento”.
“Uma delas é o aumento das contribuições nacionais dos Estados-membros para colmatar a diferença e a segunda é que, se não quiserem aumentar as contribuições nacionais dos Estados-membros e não houver novos recursos próprios, é necessário cortar“, avisou.
De acordo com Von der Leyen, se a UE “tivesse de cortar para compensar estes 66 mil milhões de euros por ano, isso significaria um corte de 40% na proposta” de Bruxelas.
“Isto mostra o quão importante e crucial é a necessidade de novos recursos próprios e conto com a presidência irlandesa para trabalhar nesse tema” neste semestre, concluiu.
Em causa estão as negociações do orçamento plurianual da União Europeia para 2028-2034, no qual a Comissão propõe cinco novas fontes de receita (sistema de comércio de emissões de carbono, mecanismo de ajustamento de carbono nas fronteiras, plástico não reciclado, lucros das empresas e tabaco) e o Parlamento Europeu sugere mais três (taxa sobre transações financeiras, criptoativos e contribuição digital).
Presente na ocasião, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, apontou que nenhum país manifestou até ao momento intenção de “adiar a conclusão das posições orçamentais para além de dezembro” deste ano.
“A maioria [dos países] considera que seria preferível e essencial concluí-lo [este ano], porque adiar uma decisão não reduz o desafio”, avisou, admitindo as “diferentes perspetivas sobre o orçamento”.
Na quinta-feira, em declarações à imprensa europeia em Cork, Micheál Martin avisou os países da UE que terão de fazer “cedências significativas” na negociação orçamental, quando as posições ainda estão “diametralmente opostas”.
Antes, o ministro das Finanças da Irlanda, Simon Harris, pediu ambição a Portugal nas negociações do orçamento comunitário 2028-2034, prometendo uma “proposta equilibrada” que inclua as preocupações portuguesas na coesão e agricultura e as novas prioridades.
Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um orçamento da UE para 2028-2034 de dois biliões de euros, no qual Portugal receberia 33,5 mil milhões de euros.
Entretanto, a presidência cipriota do Conselho da UE (no primeiro semestre deste ano, antes da Irlanda) apresentou uma nova proposta que reduz ligeiramente o orçamento global para 1,94 biliões de euros, mas aumenta a verba destinada a Portugal em cerca de 1,6 mil milhões de euros, elevando-a para aproximadamente 35 mil milhões.
Por sua vez, o Parlamento Europeu defende um orçamento mais ambicioso, de cerca de 2,014 biliões de euros. As negociações vão prosseguir nos próximos meses, para alcançar um acordo até ao final do ano.
Para outubro, está prevista uma proposta revista por parte da presidência irlandesa do Conselho da UE, com mais trabalho nos recursos próprios (receitas) do orçamento comunitário.
source https://eco.sapo.pt/2026/07/03/von-der-leyen-avisa-que-ue-precisa-de-acordo-sobre-novas-receitas-anuais-de-66-mil-me/











